A força da natureza é única e muitas são as vezes em que verificamos isso mesmo através dos meios de comunicação social. Tornados e furacões, tempestades tropicais, chuvas torrenciais ou tsunamis trazem destruição e marcas profundas em populações inteiras.
Apesar de já todos termos percebido que a ajuda internacional funciona de forma rápida e que guerras e conflitos à parte, os apoios são enviados (não querendo dizer que na maioria sejam bem utilizados), a devastação permanece e marca a vida de quem lutou e construiu por uma vida melhor e vê depois de uma catástrofe, todo o esforço destruído. Vidas que se perdem e consequências desumanas que muitas vezes nem sequer imaginamos que possam existir no século em que estamos.
Muitas são as devastações naturais que tememos, mas se por um lado tsunamis ou tempestades tropicais podem afectar somente determinadas regiões, existe um “acidente” natural que pode afectar qualquer um em qualquer lugar do mundo – Um Sismo.
Um sismo é na realidade (e de forma muito resumida) de uma forte vibração da terra em resultado do movimento subterrânea das placas rochosas, deslocação de gases ou actividade vulcânica. Independentemente da origem, o resultado é sempre desastroso e muitas, muitas vezes mortal.
Queda de prédios, abertura de rachas no pavimento, acidentes variados são apenas algumas das inúmeras coisas que podem ocorrer depois de um sismo. O pânico instala-se e agrava-se depois de se sentirem réplicas (que podem ser às dezenas).
Apesar de muitas vezes nada se poder fazer para evitar acidentes de maior ou mesmo situações de grande gravidade e desespero, existem algumas atitudes que tomadas no momento certo, podem salvar tanto no momento do sismo, como na fase posterior.
Lista de alguns conselhos a ter nas três fases de acontecimento de um sismo. Estes são apenas alguns cuidados recomendados, dos quais se destacam a prevenção anterior ao tremor de terra e acções a seguir durante o decurso de um sismo. São sugestões que não podem ser ignoradas e são deveras úteis perante uma situação de terramoto.
Antes do sismo
Tenha um estojo de emergência em local de fácil acesso e de que todos tenham conhecimento. Este deve conter um rádio a pilhas, com vários conjuntos destas. No seu interior devem estar ainda elementos de primeiros socorros e medicamentos que possam ser necessários;
Crie um plano de emergência, que deve ser conhecido por todos os elementos da família. Cada um deve saber o que fazer;
Electricidade, gás e luz devem ser desligados de imediato. Qualquer pessoas tem de saber fazê-lo, incluindo os elementos mais pequenos da família;
Crianças, idosos e pessoas de capacidades reduzidas devem estar familiarizadas com o plano de emergência. Faça simulacros com toda a família. Ajuda a criar rotinas, simplificando o que fazer em caso de emergência e interiorizando os procedimentos a seguir, o que ajuda a afastar o pânico;
Quadros, candeeiros, móveis, armários e outros elementos têm de estar bem fixados à parede. Objectos pesados no chão e camas ou sofás longe de vidros e janelas;
Mantenha-se no centro das divisões e guarde distância de chaminés, espelhos, janelas ou objectos que possam cair. Coloque-se nos cantos das divisões ou debaixo de traves mestras, vãos de portas ou móveis fortes como camas e secretárias robustas;
Durante o tremor de terra, ajoelhe-se para proteger a cabeça e os olhos. Não se desloque por corredores e muito menos pelas escadas ou elevador;
Se estiver perto de combustíveis, líquidos perigosos, tóxicos ou substâncias químicas, esteja atento a derrames. Se detectar algum, após o sismo, procure limpá-lo. Caso este seja de grandes dimensões, procure alertar as autoridades após o tremor de terra e mantenha-se longe do local do incidente;
Caso esteja num local com máquinas, tente afastar-se o máximo possível destas, deslocando-se para os locais seguros (ver primeiro ponto desta parte);
Se estiver a conduzir, pare o carro logo que possível e mantenha-se no seu interior. Não permanece em cima de pontes ou perto de edifícios e estruturas. Procure uma zona vasta, mas livre. Não fique perto de zonas marítimas, pela possibilidade de ocorrência de tsunami e outros fenómenos de maré alta;
Se ficar preso e não conseguir soltar-se sozinho, tente chegar a um objecto e bata com este em outro, procurando comunicar com exterior, sinalizando sonoramente que está encurralado;
Catalisadores, como fósforos ou isqueiros, não podem ser activados. Pode haver fugas e levar a explosões;
Se abrir armários ou portas, tenha cautela. O sismo pode ter provocado a queda de objectos, que podem estar presos e acabarão por precipitar-se na sua direcção com a abertura destes elementos;
Depois de ter ocorrido o tremor de terra, veja qual o estado do edifício em que se encontra. Podem ter lugar réplicas do sismo, por isso, procure um local amplo para onde se deve dirigir. No caminho, esteja atento a possíveis feridos que possam estar em dificuldades. Se esse for o caso, utilize o telefone e solicite ajuda das autoridades;
Se a casa tiver sofrido danos, saia para a rua, mas pelas escadas. Antes disso, calce umas botas ou sapatos resistentes para prevenir lesões com objectos que se encontrem dispostos no chão. Não utilize o elevador e tenha atenção a todo o tipo de objectos que possam estar dispostos pelo solo, especialmente vidros e cabos eléctricos caídos;
Ao sair de casa, não utilize o elevador. Antes de pisar os degraus de escadas, avalie se estes aguentam com o seu peso;
Ao encontrar-se fora de casa, mantenha uma distância segura de postes eléctricos, edifícios, muros, árvores e outros elementos que possam cair. Procure um local amplo e aberto e não circule pelas estradas, que devem estar desimpedidas para viaturas de socorro;
Se tiver havido derrame de substâncias inflamáveis ou tóxicas, proceda à limpeza do local onde estas se encontram com a maior brevidade possível;
Não beba água da companhia. Esta pode estar contaminada. Opte por água engarrafada ou refrigerantes, que podem prevenir situações de possível contágio;
Tenha um rádio ligado e fique atento às informações que vão sendo difundidas. Colabore com as autoridades. Ouça as informações que vão sendo difundidas pela rádio, evite utilizar o telefone, para manter as linhas desocupadas. Não vaguei pelas ruas, deixando as vias abertas para a circulação de veículos de emergência;
I. Imperceptível - Não sentido pelo Homem. Apenas registado por aparelhos de precisão, ou sismógrafos.II. Muito fraco - Sentido por um pequeno número de pessoas em repouso, em especial pelas que encontram em andares elevados.
III. Fraco - Sentido dentro de casa, em especial em andares elevados. Os objectos suspensos baloiçam. A vibração é semelhante à provocada pela passagem de veículos ligeiros. É possível estimar a duração mas não pode ser reconhecido como um sismo.
IV. Moderado - Os objectos suspensos baloiçam. A vibração é semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados. Carros estacionados balançam. Nota-se a vibração de portas e janelas e as loiças tremem dentro dos armários. Na parte superior deste grau as paredes e as estruturas de madeira rangem.
V. Forte - Sentido fora de casa, sendo possível avaliar a direcção do movimento. As pessoas são acordadas. Os líquidos oscilam e alguns extravasam. Pequenos objectos em equilíbrio instável deslocam-se ou são derrubados. As portas oscilam, fecham-se ou abrem-se. Os estores e quadros movem-se. Os pêndulos dos relógios param ou alteram o seu estado de oscilação.
VI. Bastante forte - Sentido por todas as pessoas. Provoca o início do pânico nas populações. As loiças e vidros das janelas partem-se. Objectos ornamentais, livros, etc., caem das prateleiras. Os quadros caem das paredes. As mobílias movem-se ou tombam. As árvores e arbustos são visivelmente agitadas. Produzem-se leves danos nas habitações.
VII. Muito forte - É difícil permanecer de pé. Os objectos pendurados tremem. As mobílias partem. As chaminés fracas partem ao nível do terço superior. Queda de reboco, tijolos soltos, pedras, telhas, parapeitos soltos e ornamentos arquitectónicos. Há estragos limitados em edifícios de boa construção, mas importantes e generalizados nas construções mais fortes. Facilmente perceptível pelos condutores de automóveis. Desencadeia pânico geral nas populações.
VIII. Ruinoso - Afecta a condução dos automóveis. Torção e queda de chaminés, monumentos, torres e reservatórios elevados. Danos acentuados em construções sólidas. Os edifícios de muito boa construção sofrem alguns danos. Fracturas no chão húmido e nas vertentes escarpadas.
IX. Desastroso - Pânico geral. Desmoronamentos de alguns edifícios. Danos gerais nas fundações. As estruturas são fortemente abanadas, havendo danos consideráveis em construções muito sólidas. Fracturas importantes no solo.
X. Destruidor - Abrem-se fendas no solo. Há cortes nas canalizações, torções nas linhas de caminho de ferro e empolamentos e fissuração nas estradas. Danos sérios em pontes, diques, barragens e aterros. Grandes desmoronamentos de terrenos.
XI. Catastrófico - Destruição de quase a totalidade dos edifícios, mesmo os mais sólidos. Caem pontes, diques e barragens. Destruição da rede de canalização e das vias de comunicação. Formam-se grandes fendas no terreno, acompanhadas de desligamento. Há grandes escorregamentos de terreno.
XII. Danos quase totais - Grandes massas rochosas deslocadas. Modificação da topografia. Objectos atirados ao ar. Este grau nunca foi presenciado no período histórico.



